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11/07/2011 - 14h05m

Coordenador Nacional dos Quilombolas conhece comunidades de Alagoas

Membros da coordenação Ganga Zumba-Alagoas discutem ações de apoio as comunidades Quilombolas

Coordenador Nacional dos Quilombolas conhece comunidades de Alagoas

Reunião das coordenações dos Quilombolas, em Arapiraca

Clara Cavalcante

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga e a comunidade Muquém, em União dos Palmares, além do centro de apoio a Educação Integral, em Arapiraca foram os últimos trajetos feitos pelo coordenador Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Ivo Fonseca,nesta quarta(6) para conhecer a situação dos remanescentes dos Quilombos.

Com o objetivo de fortalecer, aproximar as comunidades locais e dividir as experiências de outros estados, desde o inicio da semana Fonseca esteve em Alagoas, participando de reuniões com representantes do governo e da coordenação estadual dos quilombolas-Ganga Zumba-Alagoas. No Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) o presidente Geraldo de Majella mostrou o trabalho de mapeamento das comunidades quilombolas realizado pelo órgão e os desdobramentos desta ação.

Segundo Majella, agora que as comunidades foram identificadas, é hora de um trabalho conjunto entre diversos órgãos do governo estadual e do governo federal. ”O Estado está fazendo um diagnóstico das comunidades mapeadas e a partir desses resultados, iremos desenvolver os projetos, tratando individualmente de cada comunidade. Somos o único grupo de trabalho no Brasil atuando com essas características”, o próprio Ivo reconheceu.

O presidente do Iteral explica que o levantamento deve terminar em até 90 dias, e então os dados serão analisadas e os projetos para as comunidades começaram a ser elaborados.

Agreste - Em Arapiraca, Ivo Fonseca, conversou com membros da Ganga- Zumba, sobre a atual situação das comunidades remanescentes de quilombos. Segundo o Coordenador Geral, Manoel Oliveira dos Santos, mais conhecido por Bié, o quadro é preocupante, a exemplo disso, a Escola Municipal da Gameleira da comunidade quilombola que está com a água e luz cortadas. “Há muitas comunidades em situação deplorável, nós estamos tentando ajudar,” frisou Bié.

Um dos pontos positivos apontados por Bié é a inauguração da Biblioteca Eletrônica da Associação e a reabertura da Rádio FM da comunidade Mumbaça, no município de Traipu. Nesta reunião, o coordenador nacional articulou e orientou os membros da coordenação estadual como adquirir as passagens da viagem, com os seus parceiros, para participar do IV congresso Nacional, que será em agosto, no Rio de Janeiro.

União dos Palmares - Na comunidade Muquém, Ivo Fonseca, o representante da Fundação Palmares, Mestre Claudio, a gerente do Núcleo dos Quilombolas, Berenita Maria dos Santos e o representante da APNS-AL, Helcias Roberto Paulino estiveram reunidos, com os moradores para conhecer melhor as dificuldades que vivem no momento. Eles elecaram alguns problemas, mas colocaram como prioridade a questão da demora na construção das 120 casas prometidas para abrigar os moradores, que se encontram alojados em barracas de lonas, desde a enchente do ano passado. “O Projeto está pronto, então a demora na construção das casas é total descaso” destacou Mestre Claudio.

Na ocasião, os moradores foram orientados para não se sentirem tímidos em buscar ajuda e reivindicar seus direitos, como é o caso da comunidade Muquém e de outras comunidades, que são certificadas pela Fundação Cultural Palmares, pois o órgão tem obrigações jurídicas para com as comunidades quilombolas a partir do momento da sua certificação.
 

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