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25/04/2017 - 17h00m

Indígenas alagoanos participam de evento nacional em Brasília

Delegação contou com o apoio do Governo de Alagoas, por meio do Iteral e da Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil

 Indígenas alagoanos participam de evento nacional em Brasília
Texto de Helciane Angélica Santos Pereira

Quarenta lideranças indígenas alagoanas participam desta terça (25) até sexta-feira (28), em Brasília, da maior mobilização de povos e organizações indígenas do país denominada Acampamento Terra Livre (ATL 2017). O movimento encontra-se na sua 14ª edição e tem como tema central ‘Unificar as lutas em defesa do Brasil indígena’.

 

A delegação indígena de Alagoas conta com o apoio logístico do Governo do Estado, por meio do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e a Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil.

 

O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, afirmou que, desde o início da sua gestão, ampliou o diálogo com os indígenas e apoia os debates que defendam as políticas de manutenção dos direitos e valorização da cultura indígena em Alagoas.

 

Esse é um espaço para exaltar o protagonismo, o intercâmbio cultural e a democratização das discussões. Por isso, eles têm todo o nosso apoio para o deslocamento até o evento e possam representar dignamente o nosso Estado”, destacou Jaime Silva.

 

A assessora técnica do Núcleo Quilombolas e Indígenas do Iteral, Leone Manoel da Silva, afirmou que a delegação alagoana encontra-se bem diversificada, com líderes de nove povos indígenas: Geripanko, Kalanko, Karapotó Terra Nova, Karuazu, Katokinn, Pankararu, Tingui Botó, Wassu Cocal e Xucuru Kariri.  Eles também integram a Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme) que, juntos, alinharão suas necessidades e especificidades.

 

Para Maria das Graças Soares de Araújo, a Nina Katokinn, a contribuição do Governo de Alagoas é essencial para garantir a participação e fortalecer a organização. “Para nós, essa parceria é muito boa, porque já é o segundo ano que a gente recebe o apoio do Iteral para que essa viagem aconteça. A gente não tinha condições de ir e, com esse apoio, poderemos discutir as nossas questões. Esse evento é muito importante, porque é um momento para unificar as nossas propostas e os povos indígenas só têm a crescer e fortalecer a política indigenista”, destacou a cacique da Aldeia Katokinn localizada no município de Pariconha.

 

A atividade é uma realização da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e reunirá cerca de 3 mil pessoas, entre representantes de aldeias e povos indígenas, convidados, autoridades políticas e profissionais da imprensa. 

 

Na programação constam palestras, grupos de discussão, atividades culturais, marchas, atos públicos e audiências com autoridades dos três Poderes sobre a paralisação das demarcações indígenas; a tese do ‘Marco Temporal’, que considerava terra indígena as áreas que estavam em posse das comunidades indígenas na data de promulgação da Constituição de 1988; os empreendimentos que impactam negativamente os territórios indígenas; a precarização da saúde e educação indígenas diferenciadas; dentre outros.

 

Outro ponto em destaque será a apresentação da Relatoria de Direitos Humanos e Povos Indígenas da Plataforma de Direitos Humanos (Dhesca Brasil), que reuniu em um só documento três relatórios: o relatório da missão ao Brasil da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos dos povos indígenas; o Relatório do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) sobre a situação dos povos indígenas no Sul do Brasil e o Relatório da Coalizão de Defesa dos Direitos Indígenas para a Revisão Periódica Universal (RPU/ONU).

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