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08/02/2018 - 13h10m

Iteral intermedeia diálogo entre movimentos sociais e Justiça

Órgão também busca contribuir na interlocução com prefeituras municipais para o desenvolvimento rural em assentamentos

Iteral intermedeia diálogo entre  movimentos sociais e Justiça
Texto e foto: Helciane Angélica Santos Pereira

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) recebeu na quarta-feira (7) uma comitiva formada por trabalhadores rurais vinculados à Comissão Pastoral da Terra (CPT) e ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), que pediram a intermediação do diretor-presidente, Jaime Silva, no Tribunal de Justiça sobre a reintegração de posse em terras no município de Murici, onde vivem e trabalham no acampamentos Bota Velha e Sede, respectivamente, com 80 e 85 famílias.

 

O Iteral atua diretamente com as unidades produtivas do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF) do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – famílias de agricultores familiares que fazem o financiamento nos bancos, com o intuito de construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos e ter acompanhamento técnico.

 

O órgão também busca contribuir na interlocução com as prefeituras municipais para o desenvolvimento rural em assentamentos da reforma agrária, fortalecer o escoamento da produção agrícola e combater conflitos agrários; além de executar a política agrária, ordenação e reordenação fundiária rural do Estado de Alagoas.

 

Desde o início da minha gestão nós buscamos dialogar com os movimentos sociais. A reforma agrária tem que ser feita para quem realmente precisa da terra e queira trabalhar. Enquanto eu estiver à frente do Iteral vou continuar atuando com responsabilidade nas negociações, e infelizmente, algumas demandas não dependem do órgão de Terras. Mas, aqui, a gente senta, discute, corre atrás por dias melhores e o que vocês estão reivindicando chegará até o governador e aos juízes responsáveis”, destacou Jaime Silva, diretor-presidente do Iteral.

 

Para esta reunião, foi convocado o defensor público da 29ª Vara Cível da Capital – Vara Agrária, Artur Loureiro, que ouviu atentamente e orientou os líderes dos movimentos a anexar documentos comprobatórios. “Eu preciso obter provas consistentes para colocar no processo, a exemplo, de documentos que provem o tempo que estão morando na área, fotos antigas, a escritura de posse da terra, dentre outros. Com isso, é possível eu ser realmente um porta voz e ter uma ação concreta”, orientou. Ele também irá atendê-los no próximo dia 16, na sede da Defensoria Pública Estadual, para analisar a documentação reunida.

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