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26/04/2019 - 11h40m

Iteral contribui com pesquisa acadêmica

O diretor presidente foi procurado para repassar informações sobre o trabalho desenvolvido na mediação de conflitos agrários e na política de fortalecimento da agricultura familiar

Iteral contribui com pesquisa acadêmica

 Texto e foto: Helciane Angélica Santos Pereira

(Ascom/Iteral)

  

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) foi visitado no dia 25 de abril pela acadêmica Mirelle Caroline de Camargo, graduanda do sexto período do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o objetivo de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Órgão de Terras e obter informações sobre a intermediação nos conflitos envolvendo movimentos sociais do campo.

Com a integração institucional e o repasse de dados busca-se enriquecer a pesquisa “A crise econômica e seus reflexos sobre a classe trabalhadora da agroindústria canavieira alagoana”, pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), com orientação do professor Artur Bispo – Mestre em Filosofia e com doutorado em Letras e Linguística. A equipe possui mais duas graduandas e um doutorando.

Dentre os pontos discutidos estiveram: a negociação para aquisição de terras da Massa Falida do Grupo João Lyra, com acordo firmado no Tribunal de Justiça (TJ), que visa o assentamento de famílias camponesas em 1500 hectares. Também foi citado o acompanhamento do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF) no Estado de Alagoas, com aproximadamente 3.500 famílias beneficiadas, que conseguem obter linhas de financiamento bancário para adquirir implementos agrícolas; e as políticas públicas destinadas ao desenvolvimento da agricultura familiar, a exemplo das feiras agrárias.

Segundo o diretor presidente do Iteral, Jaime Silva, a política agrária no Estado de Alagoas tem continuado, apesar da ausência de recurso federal. A preocupação social é manter a paz no campo e o desenvolvimento rural. A negociação com a massa falida de usinas para o repasse de terras, via processo de compensação e desapropriação, busca liquidar dívidas tributárias e fortalecer a reforma agrária. 

 “A intenção do Governo do Estado é que as usinas voltem a funcionar, mas também, queremos que as famílias camponesas que estão acampadas nas terras da Massa Falida tenham renda e possam inclusive desenvolver uma cooperativa para aquecer a economia das cidades. Porém, hoje, a nossa preocupação não é apenas assentar as famílias, e sim, dar assistência técnica, garantir as condições de trabalho, a produtividade e o escoamento dos produtos”, Jaime Silva.

Antes de eu vir até o Iteral, desenvolvi várias pesquisas na internet sobre a entidade e a intermediação com os administradores da Massa Falida da Usina Laginha. As informações foram muitos importantes e vão ajudar no meu foco de estudo, porque pretendo dar continuidade para ser também o meu tema na monografia final do curso”, declarou Mirelle Camargo.

O encontro também serviu para divulgar a realização da 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA), com o tema principal “Lutar, Construir Reforma Agrária Popular” na Ufal. No próximo dia 16 de maio às 14hs, terá um debate sobre a conjuntura da reforma agrária no país, que ocorrerá no auditório do Mestrado do curso de Direito, no Campus A.C. Simões em Maceió. A programação segue até o dia 31 de maio, conta com seminários, ciclos de debates e visitas pontuais a escolas, assentamentos e acampamentos para discussão da temática. 

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